quinta-feira, 19 de março de 2015

Primavera

Sofro com a chegada da Primavera. Sou tão triste e maculada que em mim não nascem flores. Houve um tempo em que brotavam de mim rosas, vindas de um coração primaveril como o teu; cantilenas de Março. Mas não sou eu mais um pôr-do-sol, a rasgar sorrisos e sensações! Deixem-me continuar neste inverno, no calor dos sonhos e ilusões que tenho tido para comigo. Deixem-me ser chuva, a mais bela chuva que cai em dia de tempestade. Deixem-me com meu coração dolorido por saber que a Primavera chegará - mas ainda está longe. Borboletas deixem-nas para quem no amor acredita! Sou a que não sabe amar, e por isso me encontro perdida. Não sei eu como me dar aos dias alegres, nem sei se quero eu sabê-lo. Deixem-me ficar, à espera da Primavera! À espera!