Todo esse teu desejo
que me deixa em castigo,
faz-me crer – a sós comigo –
ser digna de tal ensejo;
de que me ames em renúncia,
pois tuas palavras contidas
não me o mostram – prometidas! –
são a razão de minha pronúncia:
que me queiras em compaixão
por me tornares miserável – não,
sou a que vive em piedade;
por seres minha noite – embriagada –
sou teu dia – mal amada -,
no amor não vejo verdade!