Aos que me morrem - em Primaveras! -
me tragam em sonhos a Estação;
que me encontro assim, sem razão,
por eles minha vida em quimeras -
pelas quais agora choro
e não as vejo eu no fim!
Que sois, minha alma, em mim,
por quem eu mais imploro:
Dai-me força e loucura,
que não entrevejo jamais a cura
para este coração amargurado.
E se hoje vos choro, de saudade,
me quero a mim tamanha maldade,
a Deus o tenho implorado.
Sem comentários:
Enviar um comentário