sexta-feira, 10 de abril de 2015

Aos que me morrem - em Primaveras! -

Aos que me morrem - em Primaveras! -
me tragam em sonhos a Estação;
que me encontro assim, sem razão,
por eles minha vida em quimeras -

pelas quais agora choro
e não as vejo eu no fim!
Que sois, minha alma, em mim,
por quem eu mais imploro:

Dai-me força e loucura,
que não entrevejo jamais a cura
para este coração amargurado.

E se hoje vos choro, de saudade, 
me quero a mim tamanha maldade,
a Deus o tenho implorado.


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