quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
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E desejei dizer-te aquilo que mais quero que sintas - estavas em mim e sabia-o finalmente. É agora que estou ao teu lado, na calma de uma madrugada que te estou a escrever, mas disse-o bem antes - umas horas antes de nós aqui. Estás calado - e eu falo-te aqui- Estamos no silêncio porque não precisamos que se quebre o que há entre nós. Desejei dizer-te e disse-o mil vezes sem tu o ouvires. Disse que te amava, percebes o que te digo, o que te confesso? Não pretendo que o saibas, que te o disse sem permitir que escutes tais desabafos! Mas amor, escrevo-te aqui que te amo, o quanto a minha alma implora por tais palavras vindas de ti, vindas do profundo desse teu olhar que tanto me diz e eu nem sempre decifro. Amo-te! É a palavra mais bonita que te escrevi, e ainda assim tenho medo, temo por ela, que ela se extinga ao saberes que ela existe em mim - entre nós. Beijas-me com carinho; com esse olhar, essas tuas mãos - e eu só digo para comigo o quanto te amo. É agora que estou ao teu lado que o sei finalmente.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Mãe
Que carregas tamanha cruz, Deus,
graças a uma compaixão,
- Roxa - como as vestes que trazes,
e os lírios pelo chão.
Que te salvem em misericórdia
e não guardes - em ressentimento,
tuas queixas sobre a mesa
- teus pecados - são pensamento
dos que não te conheceram
- e levanto-me eu agora!
Em mente, que de corpo estou inerte;
deixo-o para quem acredita. Ora,
éramos fiéis e não sabíamos,
no ceio de tua herança -
bem desejava eu carregá-la por ti,
agora nua, tua criança.
graças a uma compaixão,
- Roxa - como as vestes que trazes,
e os lírios pelo chão.
Que te salvem em misericórdia
e não guardes - em ressentimento,
tuas queixas sobre a mesa
- teus pecados - são pensamento
dos que não te conheceram
- e levanto-me eu agora!
Em mente, que de corpo estou inerte;
deixo-o para quem acredita. Ora,
éramos fiéis e não sabíamos,
no ceio de tua herança -
bem desejava eu carregá-la por ti,
agora nua, tua criança.
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