segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Mãe

Que carregas tamanha cruz, Deus,
graças a uma compaixão,
- Roxa - como as vestes que trazes,
e os lírios pelo chão.

Que te salvem em misericórdia
e não guardes - em ressentimento,
tuas queixas sobre a mesa
- teus pecados - são pensamento

dos que não te conheceram
- e levanto-me eu agora!
Em mente, que de corpo estou inerte;
deixo-o para quem acredita. Ora,

éramos fiéis e não sabíamos, 
no ceio de tua herança -
bem desejava eu carregá-la por ti,
agora nua, tua criança.

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