Inverno, de meses calmos,
que me trazes o fulgor
- de um, de outro amor –
que me sinto eu a sete palmos;
e espero aqui amarguradamente,
entre teu cantar
- de outro, que me faça amar –
em minha alma fique presente!
Leva com o vento a amargura,
deste sentimento que não tem cura:
afasta de vez meus medos.
E não me deixes cair
entre amores – vou subir! –,
enlaça em mim os teus dedos.
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