Passo no Mundo, amor, desgraçada
me deixaste, sem tino,
que não me deixaste outro destino:
ser poeta, a amargurada!
Perdi minha mocidade,
- que loucura, vou andando -,
a cada passo, perguntando,
“porque deixaste esta saudade?”
Já não me lembro o que fizera;
mas amares-me, quem me dera,
- não viver triste, em amargura!
E agora quem sou afinal?
Que por me desejares tanto mal,
sou tempestade, noite escura.
Texto que se estreia com a vinda das tempestades, bem vinda! :)
ResponderEliminarÉ o porvir. Ainda teremos muitas ventanias e chuvas tempestivas.
ResponderEliminarObrigada :)