terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Passo no Mundo, amor, desgraçada

Passo no Mundo, amor, desgraçada
me deixaste, sem tino,
que não me deixaste outro destino:
ser poeta, a amargurada!

Perdi minha mocidade,
- que loucura, vou andando -,
a cada passo, perguntando,
“porque deixaste esta saudade?”

Já não me lembro o que fizera;
mas amares-me, quem me dera,
- não viver triste, em amargura!

E agora quem sou afinal?
Que por me desejares tanto mal,
sou tempestade, noite escura.

2 comentários:

  1. Texto que se estreia com a vinda das tempestades, bem vinda! :)

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  2. É o porvir. Ainda teremos muitas ventanias e chuvas tempestivas.
    Obrigada :)

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